Calvície é a nova aposta de "mina de ouro" em Wall Street após o sucesso dos emagrecedores
- 16/09/2026 00:00:00
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Após o estrondoso sucesso financeiro dos medicamentos para perda de peso (GLP-1), os investidores de Wall Street estão voltando suas atenções para um novo mercado com potencial bilionário: os tratamentos para a calvície.
A alopecia androgênica afeta cerca de 50 milhões de homens e 30 milhões de mulheres apenas nos Estados Unidos, mas o setor carece de inovações com medicamentos aprovados desde o final da década de 1990. Atualmente, as principais alternativas aos transplantes capilares são o minoxidil tópico e a finasterida, que podem causar efeitos colaterais indesejados, como palpitações cardíacas e redução da libido, respectivamente.
A promessa de novas terapias mais seguras e eficazes já está movimentando fortemente o mercado financeiro:
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Veradermics: A empresa, que opera sob o código "MANE", viu suas ações dispararem quase 500% desde a sua abertura de capital em fevereiro. A farmacêutica anunciou resultados positivos para uma formulação de minoxidil em comprimido focada no público masculino e dados promissores de um estudo para mulheres, podendo se tornar a primeira pílula aprovada para a calvície de padrão feminino.
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Cosmo NV: A empresa trabalha na clascoterona, um tratamento tópico que bloqueia diretamente o hormônio causador da queda capilar no folículo. A companhia planeja solicitar o registro da droga às autoridades dos EUA no primeiro trimestre de 2027. Analistas estimam que o medicamento possa atingir vendas globais na casa dos US$ 3 bilhões.
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Absci: Com um projeto em fase inicial (ABS-201), a empresa aposta em uma injeção contra a calvície projetada por inteligência artificial. As ações da companhia já mais que dobraram ao longo de 2026.
Diferenças e Riscos
Apesar da empolgação geral, o mercado de tratamentos capilares difere do da obesidade em um ponto crucial: por ser considerado um problema puramente estético e não uma crise de saúde, é improvável que os novos medicamentos consigam ampla cobertura de planos de saúde. Dessa forma, o setor dependerá de consumidores dispostos a arcar com os tratamentos pagando do próprio bolso.
Ainda assim, mesmo com os altos riscos de fracasso inerentes ao desenvolvimento no setor farmacêutico, analistas e gestores mantêm o otimismo. A perspectiva é de que medicamentos mais simples, seguros e indolores encontrarão um mercado consumidor vasto e altamente lucrativo, havendo, inclusive, espaço para mais de uma empresa vencedora neste segmento.