Finasterida: mitos e verdades sobre este medicamento que é considerado o maior aliado dos cabelos

Finasterida: mitos e verdades sobre este medicamento que é considerado o maior aliado dos cabelos

A Finasterida, originalmente comercializado com os nomes de Proscar, Propecia, Finalop, entre outros, o medicamento à base de Finasterida (princípio ativo) é bastante conhecido pela sua eficácia no combate à excessiva queda de cabelo.
O que pouca gente sabe é que, inicialmente, a Finasterida foi desenvolvida para tratar homens que sofressem de hiperplasia prostática, isto é, homens nos quais fosse constatado o aumento da próstata (o que provoca o estreitamento da uretra e, deste modo, a dificuldade para urinar). Porém, um fato curioso chamou atenção da própria indústria farmacêutica que lançou a Finasterida no mercado: os pacientes nos quais essa substância estava sendo ministrada passaram a verificar um significativo aumento no crescimento dos próprios cabelos! E foi a partir daí que o laboratório decidiu investir ainda mais nos estudos voltados aos efeitos da Finasterida no tratamento da calvície masculina. – “Então, somente os homens podem tomar a Finasterida?”

Isso mesmo: a Finasterida é um medicamento prescrito exclusivamente para homens, e a sua ingestão visa a resolver tão somente o problema da calvície hereditária, cientificamente chamada de “alopecia androgenética”.
Resumindo, a alopecia androgenética se caracteriza por um progressivo afinamento e miniaturização dos fios, desencadeando a queda de cabelo em quantidade maior do que a considerada habitual. E, ao reduzir os níveis de produção do di-hidrotestosterona (DHT), hormônio responsável pela miniaturização dos folículos pilosos, a Finasterida evita o enfraquecimento dos folículos e, consequentemente, a perda acentuada dos fios.
Justamente por inibir a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona, a bula do próprio medicamento já adverte que mulheres férteis ou grávidas não devem manusear comprimidos esfarelados ou quebrados de Finasterida. Isto porque a absorção do remédio por mulheres grávidas poderia causar anormalidades na genitália externa de fetos do sexo masculino.

– “Ouvi falar que a Finasterida causa impotência sexual. Isso é verdade?”

Não. A administração da Finasterida foi avaliada em estudos clínicos nos quais 945 homens foram tratados com essa substância e 934 receberam placebo, obtendo-se os seguintes resultados²:

Finasterida: diminuição da libido em 1,8 % e diminuição da função erétil em 1.3%.
Placebo: diminuição da libido em 1,3 % e diminuição da função erétil em 0,7%.

De acordo com o que se pode observar na comparação dos resultados, não houve uma diferença percentual relevante na diminuição da libido ou da função erétil entre os pacientes que administraram a Finasterida e aqueles que ingeriram placebo.
Na bula do medicamento, inclusive, consta que não existiu descontinuidade do tratamento em razão dos efeitos colaterais apresentados.

– Muito bem: sou homem, estou ficando calvo e me interessei pelos resultados promissores da Finasterida. Posso comprar o medicamento e começar a tomá-lo agora mesmo?

Não. Embora se estime que, de cada 10 homens com menos de 70 anos, 8 possuam predisposição à calvície como fator hereditário, é importante lembrar que as decisões relacionadas ao tratamento de pacientes com Finasterida devem ser tomadas somente pelos profissionais autorizados, considerando as características de cada um. Além disso, mesmo nos casos em que a alopecia androgenética já tenha sido diagnosticada, a Finasterida pode ou não ser recomendada, a depender da avaliação médica – lembrando que, isoladamente, ela também não resolve por completo o problema da calvície, conforme o alerta da Tricosalus Clinics, empresa altamente especializada no tratamento da queda de cabelo e de outras patologias do couro cabeludo.
No mais, é importante ressaltar que existem muitos fatores capazes de desencadear um processo de perda dos fios em quantidade considerada acima da média. Entre eles, estão desde causas internas até causas externas, como deficiências nutricionais, estresse, uso de anabolizantes, efeitos de procedimentos químicos realizados nos salões de beleza, entre outras tantas possibilidades. Por essa razão, é imprescindível que, além de não se automedicar, o interessado no tratamento da calvície procure uma orientação médica o mais rápido possível. Afinal, é preciso diagnosticar a origem da queda de cabelo para que se possa prescrever a terapia mais efetiva, de acordo com as especificidades de cada caso.



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