Próstata, um temor a vencer

Próstata, um temor a vencer

A próstata está para o homem, em termos de ameaça de câncer, assim como a glândula mamária feminina está para as mulheres. Em ambos os casos, contudo, ainda bem, há prevenção e cura para este mal responsável pelo extermínio humano. O primeiro passo preventivo da doença faz uma singular diferença entre os dois sexos, o preconceito masculino. Um simples e cuidadoso toque nos seios pode salvar uma vida e a estética de uma mulher, enquanto o preconceito machista de resistir que um toque médico retal possa constatar uma alteração maléfica na glândula prostática e prevenir que o mal oncológico se grasse no individuo. A partir dos 50 anos, todos os homens devem procurar um posto de saúde para realizar exames de rotina na próstata, cujos sintomas mais comuns são a dificuldade de urinar, alteração na frequência urinária ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros indícios. Quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os exames necessários, ressaltando-se que pelo menos 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. O toque retal, como teste mais utilizado, tem, contudo, suas limitações, pois pode captar somente a porção posterior e lateral da próstata, que é a que pode ser palpada, razão pela qual é recomendável fazer o exame PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês). Este exame pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença. Os sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos também. A maioria dos cânceres de próstata, cuja causa ainda é desconhecida, não provoca sintomas até que atinjam um tamanho considerável. Alguns estudos têm mostrado uma relação entre a ingestão elevada de gordura na alimentação e um aumento nos níveis de testosterona, como indutores desse mal. Cerca de 20% dos homens com câncer da próstata sintomático apresentam porém um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. Por isso a melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares. Para se ter um diagnóstico preciso é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida por uma biópsia da próstata. A longevidade que os homens ganharam hoje em dia também aumentou, naturalmente, o risco de câncer de próstata, já que esta glândula do sistema reprodutor masculino tem alta incidência à doença ontológica. Há até quem garanta que o destino da grande maioria dos homens é enfrentar a doença na velhice, até mesmo porque a expectativa de vida humana já beira aos 90 anos, o que majora a possibilidade do mal. Caso a doença seja comprovada, o médico pode indicar radioterapia, quimioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. A escolha livre levando-se em conta os efeitos colaterais da terapia, principalmente nos casos radicais do câncer e no estado de saúde do paciente.



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