Proteja a careca do vermelhão e das piadinhas

Proteja a careca do vermelhão e das piadinhas

Não bastassem as piadinhas, as melecas para tratamento, a falácia "é dos carecas que elas gostam mais" e o Romário pego no antidoping por combater a calvície, o sol joga contra os calvos. Isso porque, além de terem de cuidar do resto do corpo, os aeroportos-de-mosquitos, Kojaks, luascheias e pouca-telhas precisam dar um jeito também de proteger sua ilustríssima e delicada careca. — Com o rosto, o couro cabeludo é a parte do corpo mais sensível à radiação solar e onde mais ocorrem casos de câncer de pele. O cabelo é sua proteção natural, e na falta dele a área fica totalmente exposta — alerta a dermatologista Heloisa Helena Ramos Fonseca, de Florianópolis. Acalme-se, também não é preciso apelar e adotar uma peruca. Existem diversos dispositivos capazes de proteger a moleira desnuda, com soluções que vão de simples improvisos a avançadas tecnologias. Uma alternativa simples e eficaz é tratar a careca como qualquer área do corpo sensível ao sol: aplicando o protetor solar. Isso mesmo, protetor solar no couro cabeludo. No mínimo fator 30, reaplicando a cada duas horas e depois de se molhar. Para as carecas completamente lisas, o protetor solar em creme (os mais comuns) resolvem. Nas que alguns cabelos resistem, o creme mela muito e prejudica o crescimento de novos fios, por isso a melhor opção é passar os protetores feitos de gel (R$ 23). Outra opção, mais segura e também mais barata, é cobrir-se com chapéus, bonés ou até camisetas amarradas à testa. Além de manter o couro cabeludo protegido, evita-se radiação sobre outras partes sensíveis como orelha, olhos e até o pescoço, no caso dos bonés que possuem proteção para a nuca. — Vale qualquer tipo de chapéu ou boné, e deve-se usá-los mesmo ao entrar na água. É recomendado o uso para todas as pessoas, homens e mulheres, com cabelo ou não. O único cuidado deve ser com os tecidos brancos, que ao molharem se tornam transparentes e não bloqueiam os raios do sol — esclarece a dermatologista. Em um misto de moda e cuidado com a saúde, já se observa na praia um grande número de cabeças cobertas por algum tipo de proteção. Morador de Jurerê, em Florianópolis, Luiz Pedro Cordeiro adotou o boné. Há 10 anos, viu a testa crescer até a nuca e percebeu que precisava de proteção. Desde então, o acessório o acompanha diariamente. — Assim como camiseta, shorts e óculos escuros, o boné já é parte da vestimenta para a praia. Até entro no mar com ele. Na hora de mergulhar é só segurar pela mão para fora da água — conta. Adotar essas medidas simples é garantia de proteção, mas quem preza muito a saúde da careca pode ainda recorrer à alta tecnologia. Existem no mercado bonés e chapéus com proteção especial. Produzidos com fios a base de dióxido de titânio, os tecidos prometem bloquear 98% dos raios UVA e UVB (os bonés custam a partir de R$ 35). Gastando ou não, o importante é proteger a carequinha. Claro que nada irá trazer os cabelos de volta nem acabará com as piadinhas cretinas. Mas pelo menos evitará os vermelhões e outros apelidos que possam surgir, como camarão, pimentão, cabeça-de-palito-de-fósforo...



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